Já se desgastou sair falando por aí que os jornais vão sumir. Há quem defenda que as edições em papel vão desaparecer; outros falam na dominância da internet ante o papel e a mera adaptação deste. Sem ficar fazendo previsões infundadamente apocalíptcas, sei de uma coisa: o segundo grupo tem mais razão que o primeiro. Exemplo disso é o “The Christian Science Monitor”, jornal centenário que vai parar de publicar sua edição diária a partir de abril. Ele será só online e terá uma revista semanal. É um caminho.

Esse foi o gancho que o Ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins e Silva, usou para bater na mesma tecla, só que com mais propriedade que este blog. “Não há dúvida de que o futuro da atividade passa pela realidade da internet. Pesquisa divulgada em maio pelo instituto Zogby e feita entre 704 executivos de primeiro escalão da indústria no mundo revela que 86% deles acreditam que a Redação dos veículos impressos tem que se integrar mais com a sua versão eletrônica e dois terços acham que em dez anos a maneira mais comum de consumir jornalismo será via on-line”, escreveu. A crítica pode ser lida na íntegra aqui (para assinantes).

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CSM terá só versão online: é o corte total do custo com impressão