O etanol brasileiro, defendido mundo afora pelo presidente Lula, virou uma interessante reportagem multimídia do jornal Sun Sentinel (EUA). Por seu conteúdo brilhantemente adaptado à internet, a videorreportagem foi citada como “as melhores em infografia” pelo blog E-Periodistas (Espanha).

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Por meio de vídeos (em inglês), o SunSentinel explica o etanol brasileiro, com perfis e explicações gráficas sobre sua produção

Certamente o UUorld (fala-se “world”) é a melhor forma de unir cartografia à tecnologia desde o Google Maps ou o Google Earth. O UUorld é nada menos que um agregador das mais variadas informações e dados sobre clima, população, geografia, e dezenas de outras categorias (desde comunicação a doenças, trabalho e preço dos bilhetes de loteria). São mais de 11.654 estatísticas, segundo o próprio site. Claro que essas informações são limitadas – a maioria é só sobre os Estados Unidos. O bacana mesmo é a maneira que esses dados são exibidos. Veja um exemplo abaixo:

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Trata-se da porcentagem da população iraniana entre o total da população de determinada área. Dica do blog do GJOL

A rede britânica BBC admitiu ter errado em usar o informações do twitter sem checar. Segundo Alberto Marques, do blog do GJOL, “checar as informações e apurar os dados são procedimentos básicos [no jornalismo]. Imaginem publicar informações do twitter sem essas rotinas? Foi o que fez a BBC ao utilizar os microbloges para noticiar os ataques a Mumbai“. Deu no que deu:

Steve Herrmann, editor da BBC News, refletiu sobre a cobertura e reconheceu os erros. “Deveríamos ter checado antes de publicar qualquer reportagem? (…)  Claro que nós deveríamos se quiséssemos incluir em nossas histórias (o que fizemos) ou passar adiante sem qualquer citação (…) Acho que nesse caso nós deveríamos, e nós aprendemos uma lição.”

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“Um erro de apuração no jornalismo pode provocar estragos que o jornalista sequer imagina”, escreveu o Observatório de Imprensa

Em tempo: Um dia antes da vitória do São Paulo (veja abaixo), o estadao.com.br havia publicado um especial sobre os 40 anos do AI-5. Até onde pude ver, esse foi o único que abusou da multimídia misturando fotos, áudios, e artigos em um infográfico. Para quem não sabe o que foi o AI-5, vai a breve descrição colhida do site da FGV:

O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. 

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Vale uma olhada nas fotos – principalmente a do Estadão que foi censurado na ocasião (foto acima) -, belo registro histórico-visual do que foi a ditadura

Já havia falado anteriormente sobre os infográficos do estadao.com.br. E não é que eles publicaram um belíssimo especial em forma de infográfico sobre o hexacampeonato do São Paulo. Vale a pena conferir. É tão bom quanto o feito pela equipe de Daniel Jelin para a Série A do Brasileirão, que exibe informação sobre os times conforme se escolhem as respectivas camisas no cabide. 

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Até o blog do GJOL destacou a produção do estadao.com.br

Sem dúvida o assunto da semana passada foi a chuva em Santa Catarina. Ao menos 118 pessoas morreram e milhares perderam as casas devido às enchentes e deslizamentos de terra no local. Sem fazer prejulgamentos ou análises descomedidas, a revista Época tratou do tema com bastante sobriedade e se propôs a escarafunchar quais podem ter sido as causas para a tragédia.

A reportagem principal tem uma galeria de abertura, e o assunto ocupa 15 páginas – com texto tão bem construído e equilibrado com imagens que poderiam ter outras 15 páginas que não cansariam.

Ponto para os infográficos do “tamanho da enchente”, que, de forma lúdica e extremamente informativa, ajudaram o leitor a ter uma idéia de como as cidades foram cobertas pela água. Não vi em nenhum outro veículo uma imagem como essa:

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Gráfico dá uma idéia da tragédia em Itajaí (SC): área em azul é o que foi tomado pela água

Sem dúvida isso é uma mostra de que as revistas podem se reinventar – tanto quanto os jornais (veja o post abaixo sobre o fim dos jornais) – sem perder espaço para mídias instantâneas, como a internet, ou para a TV, por exemplo.

Até onde vai a criatividade – e habilidade – de um sujeito? Christoph Niemann é ilustrador de várias publicações americanas, entre elas as revistas The New Yorker, The New York Times Magazine e American Illustration. Em seu blog no The New York Times, ele fez um post bastante divertido sobre seu vício em café (acredite, quem quer que trabalhe com a imprensa ou jornalismo precisa dessa bebida) e recheou com divertidíssimos cartoons sobre o tema. O mais legal: eles foram desenhados com café sobre guardanapo. 

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Veja mais desenhos de Niemann no NYT 

Na semana passada a cidade de Mumbai (ex-Bombaim), na Índia, foi alvo do que foi chamado de “11 de Setembro indiano”, em referência à carnificina realizada pelo terror extremista nos Estados Unidos, em 2001. Em mais de dez locais, homens armados mataram quase 200 pessoas. Com a velocidade da internet e a imensa quantidade de notícias sobre o tema que inundaram os sites de notícias, o El Mundo (Espanha) soltou um infográfico que ajuda a entender como foram os ataques.

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Infográfico do El Mundo usa os mapas de satélite e o desenvolvimento da ação terrorista para explicar o ataque em Mumbai

Tão didático quanto, o infográfico feito pelo The New York Times (EUA) permite visualizar a extensão – e a tensão – da tragédia.

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NYT mostra de forma leve (e com bastantes fotos) o terror provocado

Em tempo… Aproveitando que falei da Mangá no post anterior, vale destacar: até o Maurício de Souza se rendeu aos traços japoneses. Isto é, ele misturou seus já mundialmente conhecidos personagens da Turma da Mônica para criar a Turma da Mônica Jovem, uma série em Mangá sobre a turminha já na fase adolescente. Bela jogada de marketing para manter os leitores crescidinhos. Fato é que a Turma Jovem caiu na imprensa com o inesperado beijo de Mônica e Cebola – ou Cebolinha. Veja no blog dos quadrinhos.

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Número 6 da Turma da Mônica Jovem chegou às bancas em novembro

Desde sempre o mundo desenha para ilustrar idéias, estejam elas em formato de livro ou registro oral. Também já não são tão novas as adaptações de literatura para Mangá, o estilo de desenho (leiam-se quadrinhos) japonês. Nova é a idéia de transformar grandes clássicos da literatura – de Dostoiévski a Shakespeare – em Mangá. Certamente vai causar muita polêmica o livro Mein Kampf (Minha Luta), do tirano Adolph Hitler, na adaptação de olhos grandes e traço “infantil”. Por iniciativa da editora japonesa East Press, livros como Fausto (Goethe), Guerra e Paz (Tólstoi) e até O Capital (Marx) foram ilustrados, segundo noticia hoje a BBC Brasil. Isso só corrobora com a tese de que o mundo se tornou visual, e esse é o melhor caminho que a comunicação tem a seguir.

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Mein Kampf (Minha Luta) em uma edição francesa e no formato Mangá, na imagem menor

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